quarta-feira, 6 de novembro de 2013

PARTE 12:


As lagrimas já inundavam o rosto de Alice e Atila também emocionado a segurou em seus braços tentando acalmá-la. Ofereceu a ela para comprar uma água ela disse que preferia uma cerveja bem gelada. Ele que também já estava com aquela sede aceitou prontamente a proposta e pararam no primeiro boteco de esquina. Sentaram e pediram.

Atila assumiu seu lado paternal e amigo ouvindo e sensibilizando-se desejava fazer ago por ela, sem saber como ajudar apenas cedia os ouvidos e o ombro. Ele acabou esquecendo-se de seus próprios dramas pessoais embarcando nos dela.

- Já faz mais de 6 meses e eu não consigo tira-lo da minha cabeça - Continuou ela a contar sua historia - Parece que o vejo em cada esquina mesmo sabendo que ele está em outro país, e ainda pior, parece que sempre o vejo acompanhado com aquela galinha usurpadora da felicidade alheia. Saí com vários carinhas depois disso mas toda vez só me lembro que nunca vou encontrar ninguém como ele.

Atila sentiu-se vulnerável pois viu que seria muito difícil arrumar um lugar naquele coração. Ia acabar se tornando mais um "carinha" que esbarrava na vida dela. Mas agora era tarde, ele estava completamente enfeitiçado por aquela menina aparentemente forte em personalidade mas que trazia uma intensa fragilidade sentimental.


Ela costumava causar esse efeito nos homens e ás vezes até poderia tirar proveito disso mas na maioria das vezes esse dom era um fardo. Não conseguia ter amigos desinteressados.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

PARTE 11:


- Você não entenderia! - Interrompe Alice mudando o tom assumindo uma tristeza no olhar - Eu era uma pessoa alegre e tinha muitos objetivos na vida mas troquei tudo causa daquele cara. Abandonei tudo pra viver o que eu achei que seria um grande amor. Um cara maravilhoso, lindo e atlético, adora surfar praticar esportes. Não é novo mas tem a energia de um garoto de 18 anos. Você deve estar pensando que eu sou dessas fúteis que só saem com garotos playboys sarados de academia, mas não sou assim, isso não é o que ele tem de melhor, ele é um cara simples, inteligente e trabalhador mesmo. Tem dinheiro de família mas não se apoia nisso. Tem seu trabalho, é produtor de vídeos e documentários, por isso viaja muito. para eu ficar com ele teria que acompanhá-lo e ele me chamou. Larguei tudo, família, faculdade, amigos. Abandonei meus próprios projetos, eu estava cursando veterinária e tinha o sonho de montar uma clinica. Eu o acompanhei por mais de um ano e meio e esses foram os dias mais felizes da minha vida, eu o ajudava em seu trabalho, aprendi produção de vídeos e dava suporte à equipe. Ficávamos juntos quase o tempo todo e nem devo dizer que sexualmente éramos completos. Até que ele começou a se distanciar, aos poucos começou a ficar grosso. Tornou-se até mesmo agressivo. Achei até que ele tinha começado a usar drogas, perguntei e ele me mandou parar de me meter na vida dele. Acabei descobrindo que ele estava se envolvendo com uma vadiazinha que também era minha amiga. Ele acabou escolhendo ficar com ela, mesmo depois que eu o perdoei, ele escolheu ela. Ele escolheu ela...

sábado, 2 de novembro de 2013

PARTE 10:


- Vamos fazer o seguinte então, vamos abrir uma pagina em branco e começar a escrever um livro novo?

- Isso não é possível. Minhas paginas  estão todas rasuradas e o livro já está no epilogo.

- Como pode estar no epilogo um livro de uma menina tão jovem. Nem o meu, que sou velho, está perto de chegar ao meio.

- Sinto como se já tivesse preenchido todas as paginas com as linhas que cabiam mas foram todas palavras desperdiçadas. Agora joguei a caneta fora depois que o coautor da minha história parou de escrever comigo passei a usar somente lápis.

- Agora estou começando a compreender as coisas. Você sofre de paixão mas vou te contar um segredo. A grande maioria das pessoas sofre de paixão, isso não é privilégio seu. Eu mesmo...

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

PARTE 9:


Ela observava as pessoas como método para tentar desviar os pensamentos nebulosos que habitavam sua mente e Atila era um cara interessante, poderia passar o tempo com ele e distrair a cabeça. Um intervalo na peça dramática que havia se tornado sua vida. Não tinha a mínima esperança de recuperar seu relacionamento perdido, muito menos de encontrar outra pessoa para preencher o vácuo que ficou. Sim, aceitaria o convite de Atila para ir para qualquer lugar embora sequer imaginasse os lugares que ele a levaria.

- Quero ir com você sim mas onde quer me levar?

- Quero te levar para onde você quiser ir.


- O grande problema é que nem eu sei para onde quero ir. Descobrir é trabalho seu.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

PARTE 8:


Desejo. Ele falou a palavra chave. Ela desejava tanta coisa, carregava tantos sonhos e tinha muito pouco tempo e condições para realizar todos. Parou para pensar e percebeu que mesmo quando os realizava não se satisfazia de verdade e pior do que isso, tinha tanta facilidade para desejar quanto para desistir. Um novo objeto de desejo poderia surgir de repente e tomar completamente o lugar de outro anterior. Seu combustível era o desejo mas o único problema é que eles nunca a levavam a algum lugar que a completasse. Pisava fundo no acelerador quando desejava mas freava ao primeiro obstáculo.


O que a consumia agora eram os resquícios de um relacionamento recem-terminado muito mal resolvido. Isso que a fazia estar ali, andando nas ruas sem rumo. Nada conseguia tirar de sua cabeça a imagem daquele homem. Todas as lembranças dos momentos que a arrebatavam, principalmente sexualmente. Ela estava certa de que aquele encaixe perfeito nunca mais aconteceria novamente com outro homem, mas também não poderia fechar as portas ao destino.

PARTE 7:


Eles eram tão diferentes e ao mesmo tempo podiam se entender tão bem como se conhecessem há muito tempo. Talvez nessas diferenças estivesse a chave de tal entrosamento. Ele sempre acreditou que as simpatias e antipatias entre as pessoas podem ter origem espiritual. Muito mais do que afinidades casuais. Acreditava que pessoas eram predestinadas a se encontrar. Não um destino predeterminado e imutável mas uma rota de probabilidades e escolhas determinando outras rotas de probabilidades e escolhas.

Será que Alice era uma dessas rotas que tornam a se encontrar? Isso tudo passava pela sua cabeça em velocidades astronômicas e imergir nesses pensamentos faziam-no não perceber o mundo a sua volta. Vivia em um mundo próprio onde criava suas próprias leis e regras. Poderia mesmo passar por cima de costumes sociais se eles fossem contrários a suas convicções. Talvez nem tivesse conseguido ouvir tudo o que Alice falava, não por falta de interesse mas por sua própria velocidade de pensamento.

- Você está me ouvindo? - Alice interrompe a torrente mental de Atila.

- Sim, claramente. Perdoe-me se pareço desatento mas suas palavras me fazem ampliar ainda mais os meus próprios pensamentos.

- Você estava com o olhar distante, pensei dessa vez que eu o chateava.

- Eu estava distante sim mas eu estava levando você comigo. Nem sei se deseja me acompanhar mas nessa viagem eu desejo levar você.


PARTE 6:


- Estou chateando você com meus pensamentos prolixos demais - tenta se desculpar desviando o olhar como que envergonhado - mas era exatamente isso o que eu pensava quando você me perguntou. Talvez nem tenha valido a sua moedinha.

Alice riu e puxou mais moedas

- Se você me contar mais pensamentos desses eu te dou outras moedas mas acho que  agora elas não teriam mais o mesmo valor.

- Então vamos combinar o seguinte, um pensamento meu por um seu. Eu já dei o meu.

Ela para em silencio tentando lembrar-se de seus últimos pensamentos pois havia embarcado completamente nas imagens mentais de Atila.

- Meus pensamentos não são tão profundos como os seus. Nada assim tão especifico ou filosófico, eu apenas guardava uma espécie de vazio, olhava em volta e tentava absorver o maximo das coisas ao redor. Eu estava observando o comportamento das pessoas. Notei que você mordia os lábios enquanto andava o que me fez perceber um certo nervosismo então eu tentava adivinhar o que o deixava nervoso. Seria minha presença ou algo que talvez você ansiasse? Ao mesmo tempo eu olhava as pessoas. Vi um homem correndo para pegar o ônibus que não o esperou e ele ficou se debatendo como uma criança e xingando. Um casal que andava de mãos dadas a nossa frente ainda com aquele ar de apaixonados recentes. Um cara que passou de moto bem devagarzinho por nós sem capacete que me deu uma piscadinha. E para cada uma dessas pessoas eu tentava imaginar suas próprias historias.

Atila percebeu o quão desligado era. Enquanto ela falava ele se ligou que não tinha visto absolutamente nada daquilo que ela descrevia. Para ele era como se o mundo tivesse se esvaziado e sobrado somente ele dois.


PARTE 5:


- Eu pensava nas palavras. Em como as palavras são imperfeitas. Adoro palavras e seus múltiplos arranjos e sentidos mas para a literatura. Não costumo conseguir encontrar as palavras corretas quando mais preciso delas. Tenho um arsenal de vocábulos armazenados em minha memória mas toda vez que preciso acessá-las nos momentos mais importantes e cruciais não as organizo corretamente.

- Não estou vendo isso. Você está usando as palavras de forma muito clara agora. - Alice tenta corrigi-lo.

- Sim, posso saber usá-las e com você me sinto plenamente à vontade. Sinto-me em sintonia e não vejo em você aquela predisposição a ter conceitos preconcebidos que mudam o valor das palavras ao seu bel prazer. Tenho o costume de dizer o que penso sem duplos sentidos. Se digo água estou querendo dizer água. Pode até ser água em estado solido na forma de gelo ou gasosa na forma de vapor mas é sempre água. O grande problema é que a maioria das pessoas, não querendo generalizar, não se expressa honestamente nem com elas mesmas, então procurar sentidos obtusos nas palavras tornou-se habito, e nem condeno isso, mas como não tenho esse habito costumo sofrer consequências, pois esqueço de dizer que a água é liquida e move-se fluida então corro o risco que entendam como gelo que limita-se e contrai-se ou vapor que foge ao se expandir.

Alice ouvia atentamente. Aqueles sentimentos eram também os dela. Para ela a comunicação perfeita seria aquela em que olhos nos olhos seriam suficientes. Principalmente no que se refere a relacionamentos mas ela sabe que as pessoas também simulam olhares, também simulam movimentos e ela apesar de nova tinha aprendido a não confiar nas pessoas mas nos olhos de Atila ela via verdade. Ela entenderia suas palavras mesmo que ele não as pronunciasse.



PARTE 4:


Andaram calados por um tempo cada um em seus próprios pensamentos. Ele buscava palavras para falar porque não queria errar dessa vez, e seus grandes erros sempre foram palavras mal empregadas por pura falta de habilidade na oratória. Podia empregar palavras em tons que para ele soam naturais mas para outros podiam soar duras e distorcidas. Ela não se incomodava com o silencio, apenas olhava tudo ao redor com aquela curiosidade própria como se realmente estivesse procurando o coelho.

- Um centavo pelos seus pensamentos - disse Alice tentando quebrar o gelo

- Só um centavo? Meus pensamentos valem muito mais do que isso. - retrucou ele bem humorado.

- Então quero só ver você conseguir fácil uma moedinha de um centavo. Eu tenho uma aqui comigo.

- Você me pegou menina, me dá a moeda que eu digo meus pensamentos.

Ela pega a moeda e coloca sensualmente na palma da mão dele que se faz de desentendido.


PARTE 3:


- E você, como se chama?

- Atila.

de modo ainda mais surpreendente comenta:

- Atila! Não consigo te ver como um conquistador implacável, flagelo de Deus, sanguinário rei doa Hunos, mas sim como o que representa seu nome em Grego: Pequeno Pai.

Ele foi a nocaute! Um direto de direita bem colocado e estava apenas esperando o juiz terminar de contar até 10 para levantar e dar a luta por perdida. Mais uma vez vem a tona esse arquétipo filial, o seu dom de protetor, ser pai, irmão e amigo é uma sina que sempre o acompanha e o coloca em seu devido lugar na grande rede de fios que é a vida. Mais uma vez teria que encarar a dura realidade. Em segundos toda sua vida rebobinava sua mente. Deveria entrar mais uma vez em modo de proteção?

Mas que raios de pensamentos eram esses? Ela era apenas uma menina com quem acabara de esbarrar. Talvez nunca mais voltassem a se encontrar. Mas onde encontraria alguém como ela? Respirou profundamente e adquiriu coragem nem sabe de onde para continuar o assunto.

- Alice, ainda estamos aqui parados no meio da calçada. Para onde você está indo?

- Não sei, eu também estava andando sem rumo.

- Olha só! Que tal andarmos sem rumo juntos?

Ela assentiu com a cabeça e finalmente atravessaram a rua. E atravessar essa rua foi um símbolo e quem sabe uma iniciação para Atila.


PARTE 2:


- Menina, estou pasmo! Seria indelicadeza minha perguntar sua idade?

- Claro que não, tenho 19 anos bem vividos. Mas por que você está pasmo?

Atila respirou aliviado pois saber que ela era maior de idade liberava sua consciência, embora a juventude exalasse por todos os seus poros. Ela poderia facilmente passar por uma adolescente de 17 anos e isso o estava incomodando.

- Você tem ideias muito avançadas para sua idade, eu mesmo só fui chegar a essas conclusões já bem mais velho e ainda assim me vejo sempre julgando os outros pela aparência seja positiva ou negativamente.

- Idade é coisa de cabeça. Você tem quantos anos?

- Gostaria de tentar adivinhar?

- Imagino que tenha uns 32 anos.

- Você foi muito gentil e me fez ganhar o meu dia que estava perdido em meio a devaneios pessimistas. Confesso a você que já entrei na reta dos 40 anos.

Ao falar isso percebeu que ainda estavam parados na calçada e o sinal já havia aberto e fechado dezenas de vezes.

- Menina, estamos aqui parados e o sinal já abriu e fechou varias vezes.

- Eu percebi - disse ela achando graça - mas o papo estava tão interessante que nem me incomodei.

Atila sentiu-se bem novamente. Ele estava sendo interessante para uma jovem mulher linda. Sentia-se plenamente a vontade com ela. Claro que não era a primeira vez que ficava a vontade com mulheres mas na grande maioria das vezes isso implicava em que ele acabava se ligando emocionalmente e em todas as vezes sempre se decepcionava. Sempre se via mendigando o que dava de sobra.
Não poderia deixa-la escapar mas também não poderia agir como das outras vezes e no meio desse dilema perguntou-lhe o nome.

- Meu nome é Alice.

- Conseguiu achar o coelho? - perguntou ele julgando que ela não entenderia.

- Ainda não mas posso dizer que o procuro por lugares que você nem imagina.

Novamente Atila se surpreendeu com a perspicácia e inteligência daquela menina que continuou.

- Na verdade encontrar o coelho é o que menos me importa. A busca é fascinante. Se o encontrasse acabaria arrumando outra coisa para buscar.

Atila paralisou-se novamente. Ficou mudo admirando e surpreendendo-se ainda mais. Não achava palavras para...


PARTE 1


Olhou-a fixamente nos olhos e nada falou pois palavras apenas desvirtuariam aquele momento, palavras quebrariam a magia mas os olhos dela desviaram e o que parecia ser puro e natural tornou-se tenso e árido. Nunca mais os olhos se encontraram. E as palavras que não foram ditas por medo de quebrar a magia estão guardadas sob sete chaves esperando que a fênix resurja para sair de seu esconderijo.

Lábios que se encontrariam e se comunicariam em uma linguagem muda e tudo seria dito, tudo seria entendido e os olhos não mais se desviariam, não mais se encabulariam em sorriso tosco. Corpos que poderiam se fundir em nós de pernas e abraços e vazios preenchidos não mais permitem-se encontrar sequer distraidamente.

Imerso nesses pensamentos Atila percebia-se cansado, não tanto fisicamente embora o peso da idade já começasse a surtir efeito, mas um cansaço mental como se toda uma serie de decepções e meias realizações se acumulassem e pressionassem sua massa encefálica e procurassem um vão para escaparem sem o menor efeito. Mas esses pensamentos não poderiam dominá-lo. Não poderia transformar-se em um personagem de Sartre. Sempre agira movido pelos ganhos e não pelas derrotas então por que se permitiria agora dominar-se por esses....?

-  Perdão! Senhor, O sinal está aberto, cuidado! É melhor esperar fechar para atravessar.

Nesse momento percebeu que estava andando pelas ruas e vagando em seus pensamentos e que fora despertado por uma suave voz feminina momentos antes de cometer um suicídio involuntário ao atravessar uma avenida movimentada.

Paralisou-se e mais uma vez sua dificuldade de aproximação com o sexo feminino veio a tona. Uma linda menina na flor da juventude acabara de salvar sua vida e ele não conseguia emitir sequer uma palavra de agradecimento, um simples obrigado. Paralisou-se frente ao que representava o que ele mais admirava e ao mesmo tempo desejava. A Juventude e a Mulher. E por alguns segundos aquela mulher se preocupou com ele, um homem estranho e alem de estranho por ser desconhecido estranho por ser esquisito. Assemelhava-se a um demente, ali parado com cara de idiota.

-  Senhor, Algum Problema? - perguntou ainda suave a menina que não se intimidou com o aspecto esquisito de Atila.

- Ah Não, desculpe-me mas fui hipnotizado pela sua beleza - Atila nem sabe de onde tirou coragem para dizer tal coisa e a menina ao invés de se ofender demonstrou gostar do comentário com um  sorriso tímido.

- Você não deveria conversar assim com estranhos, ainda mais um estranho estranho como eu. Minha aparência não te assusta? - Disse Atila em tom paternal.

Isso se justifica pois Atila não poderia ser considerado um tipo bonito, ainda pelo contrario seus cabelos longos e soltos embaraçados levemente grisalhos e sua barba falha por fazer há mais de um mês, seus tênis furados na ponta e rasgados em baixo, sua calça jeans de uso diário já há duas semanas. Apesar dele ser um sujeito limpo seu aspecto era sujo e repulsivo à primeira vista e ele não fazia nenhuma questão de mudar.

- Não senhor, eu vejo alem dos estereótipos e posso dizer com certeza que o senhor tem a alma pura.

- Pare de me chamar de senhor mas como você pode me achar de alma pura se ao te olhar eu desejo mais do que apenas conversar com você?

- Bom, eu lhe respondo com uma pergunta: O que há de impuro no sexo? Quando há empatia mutua entre duas pessoas o sexo é algo inclusive sagrado.


Atila não podia acreditar que tanta sabedoria vinha daquela linda boca vermelha de batom. Ele que sempre foi vitima de pre-conceitos por sua aparência estava agindo da mesma forma com aquela menina, julgando-a pela aparência.